O Blog

 

 

O tête à tête

 

 

O espaço sagrado da intimidade partilhada

 

É aqui que nasce a intimidade do casal.
Nestes momentos a dois, simples mas mágicos, que alimentam a ligação e mantêm viva a chama.
Merecem todo o tempo que lhes dedicamos. Planear um jantar, uma saída, é escolherem-se um ao outro novamente. É marcar encontro com o amor. Esta rotina transforma-se num ritual que, de forma subtil, nos recorda tudo o que nos une.

 

Basta decidirmos juntos o que desejamamos privilegiar a dois. Por vezes, a ternura de um gesto, a suavidade de um beijo, um olhar trocado. Outras vezes, conversas nas quais inventamos um mundo à nossa imagem, um jantar à luz das velas ou uma sessão de cinema. O que importa é a presença — sincera, atenta, recíproca.

 

O tête-à-tête funciona como um espelho.
Reflete o estado da ligação, estabelece uma circuito invisível entre nós, reequilibra o dar e o receber, como vasos comunicantes onde o amor flui livremente, alimentado pela escuta e pela ternura.
Muitas vezes, um simples silêncio basta. Uma mão pousada, um sorriso cúmplice, uma carícia — e recordamos o essencial: estamos aqui, juntos.

 

Estes momentos convidam também a falar sobre o que torna a relação especial, a reconhecer as qualidades do outro, a agradecer-lhe pela presença e pelo tempo que dedica ao “nós”.
Nas nossas vidas, tantas vezes agitadas e cheias de compromissos, estes instantes fugazes tornam-se âncoras que nos enraízam. Assim se constrói a memória partilhada do vínculo — aquela que surge nas discussões ou nas separações e que têm o poder de travar o irreparável. Essas memórias permanecem no fundo do coração, mesmo quando a vida nos afasta ou quando um de nós parte.

 

Cuidem destes instantes.
Ofereçam-nos um ao outro, sem reservas, sem pudor. Criem memórias, sensações, emoções. Deixem espaço para a doçura. Porque o que permanece, muito tempo depois, não é tanto o que fizemos, mas o que sentimos: o toque de uma pele, o seu perfume, o calor de um abraço, o timbre de uma voz. Mas também a luz de um entardecer, o cheiro a maresia, o verde de mil tonalidades de uma paisagem, ou uma gargalhada partilhada ao virar da esquina.

 

A beleza nem sempre se esconde no extraordinário. Revela-se, muitas vezes, onde menos a esperamos: na simplicidade de um momento a dois, vivido plenamente, sem expectativas nem artifícios.


Para ir mais longe:


- Escolham um momento só vosso, esta semana.
- Não é preciso planear nada grandioso: um café, um passeio, um jantar em casa são mais do que suficientes.
- Ofereçam-se a presença inteira um do outro, sem ecrãs nem distrações.
- Olhem-se. Ouçam-se. Respirem juntos.
- Deixem o amor fluir.

 

Lily Blue